Segunda edição do Conexão Portugal mostra progressos de ginastas das Seleções Brasileiras

09.09.2020  |    101 visualizações

Além de exibir os atletas em excelente forma física, direto do CT Time Brasil, em Sangalhos, novos elementos treinados foram revelados

Da Redação, São Paulo (SP) - É de Didi uma das frases mais famosas da história do futebol brasileiro. Moacir, seu reserva, estava arrebentando no treino anterior à partida contra o País de Gales, na Copa de 1958, quando o titular fez questão de destacar: “Treino é treino, jogo é jogo”.

Essa sentença do genial Didi, a quem é atribuída a criação da batida de falta batizada como “Folha seca”, aplica-se ao futebol, mas não à Ginástica em seu atual momento. A segunda edição do Conexão Portugal, exibida na manhã desta quarta-feira (9), mostrou que alguns treinos, em nossa modalidade, são bem mais que treinos, constituindo-se em verdadeiros espetáculos.

O Conexão Portugal nasceu como uma tentativa de amenizar as saudades do público da Ginástica de seus ídolos. Depois de uma primeira edição, transmitida no último dia 31, na qual se exibiu a Seleção Brasileira de Conjunto de Ginástica Rítmica, a segunda mostrou a quantas andam (e saltam) os craques da Ginástica Artística Feminina e Masculina e Natália Gaudio, uma de nossas representantes nas disputas individuais de GR.

Com quatro câmeras e edição ágil, ora cortava-se para as imagens das ginastas na trave; ora focava-se a equipe masculina, classificada para os Jogos de Tóquio, treinando nas paralelas; daí, num átimo, passávamos a acompanhar Natália Gaudio exercitando-se com o arco.

Antes do início propriamente dito das atividades, Jorge Bichara, Diretor de Esportes do Comitê Olímpico do Brasil, elogiou os esforços da Confederação Brasileira de Ginástica para manter seus atletas na melhor forma possível durante os meses de isolamento imposto pela pandemia. “A CBG foi uma das entidades que melhor souberam lidar com as dificuldades decorrentes do coronavírus. A entidade foi muito ágil para providenciar para que condições mínimas de treinamento fossem mantidas, e esse esforço surtiu efeitos”.

O programa começou com exercícios preventivos comentados por fisioterapeutas de altíssimo gabarito que trabalham com a Ginástica, como Paulo Márcio Oliveira, chefe da equipe de fisioterapia da Ginástica Rítmica, e Gegê Ortiz, chefe da equipe de fisioterapia da Ginástica Artística. Uma das marcas da transmissão foi o cuidado com o didatismo. Houve constante preocupação em repassar explicações que tornaram acessível a jovens treinadores, a ginastas e até a leigos a fundamentação que reside sob cada prática visualizada na tela. Em determinado momento, por exemplo, Oliveira explicou quais são os principais músculos exigidos quando as atletas da GR lançam aparelhos.

Depois de um período de aquecimento dinâmico, os ginastas puseram-se a trabalhar nos aparelhos. Foi a oportunidade para que Henrique Motta, Coordenador Geral da CBG e ex-ginasta, utilizasse a experiência acumulada na atividade de comentarista do SporTV para passar informações curiosas e úteis sobre passagens do treinamento.

Rebeca Andrade, dona de seis medalhas de ouro em etapas de Copa do Mundo, mostrou alguns elementos com nível de dificuldade altíssimo.

O show, é claro, não ficou por conta apenas de Rebeca. Lorrane dos Santos exibiu uma série de elementos novos, e Christal Bezerra brilhou com alguns movimentos complicados, como uma saída da trave em duplo mortal carpado. Flávia Saraiva, já classificada para os Jogos de Tóquio, demonstrou que está muito bem.

Caio Souza, Diogo Soares, Bernardo Miranda, Luís Porto e Tomas Florêncio também deixaram claro que já recuperaram boa parte da forma física e técnica parcialmente perdidas durante o período de isolamento domiciliar. “Durante o período de quarentena no Brasil, os técnicos da Ginástica se empenharam no sentido de dar treinos remotos aos atletas. O resultado está aqui: todos estão em boa forma física. Além de recuperar fisicamente, estamos conseguindo proporcionar evolução, numa prova de que o trabalho realizado no Brasil foi muito bem feito”, disse o treinador Ricardo Yokoyama.

Muito comunicativa e hábil no manejo de ferramentas de motivação, a treinadora de Natália, Monika Queiroz, explicou a importância e a gradação dos ADs (Apparel difficulties, ou dificuldades de aparelhos), contribuindo para a expansão de conhecimento das treinadoras de Ginástica Rítmica que acompanharam a live. “Temos que ser gananciosos com as notas de dificuldade”, ensinou Monika, citando frase do árbitro internacional Leonardo Palitot.

No final, celebrando a integração entre as Ginásticas, os atletas executaram uma coreografia comandada por Bruna Martins, ao som de “Desce pro Play” (música gravada pelo Mc Zaac, Anitta e Tyga), deixando, desde já, o público da modalidade ansioso pela próxima live.

 

 

 

 

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