Show de bola, arco, maças e fita: é o Brasil, por inteiro, na etapa de Baku da Copa do Mundo

07.05.2021  |    181 visualizações

Pela primeira vez neste ano, País terá representantes nas disputas individuais e também na de conjuntos

Da Redação (SP) - Pela primeira vez no ano, a Ginástica Rítmica do Brasil vai em peso para uma etapa da Copa do Mundo, competindo tanto no individual como no conjunto. A “reestreia” da Seleção Brasileira de Conjunto vai se dar em Baku, no Azerbaijão, última competição antes do grande objetivo, que é a disputa por vagas olímpicas no Campeonato Pan-Americano do Rio, que terá início no dia 11 de junho, na Arena Carioca 2.

Segundo a treinadora da Seleção, Camila Ferezin, o grupo está empolgado para mostrar o que sabe nesta sexta-feira (7), na Arena Nacional de Ginástica da capital azeri. “As meninas estão eufóricas de poder competir após mais de um ano sem pisar nos tablados de competição. Tivemos que adiar nossa estreia por conta do covid e recuperação das nossas ginastas. Foram substituídas três atletas do grupo titular e mesmo assim conseguimos superar todas as dificuldades e chegar a tempo desta Copa do Mundo tão importante para nossa preparação rumo ao Pan classificatório, no Brasil”.

Na ótica de Camila, a estrutura da CBG foi fundamental para viabilizar a oportunidade de o Brasil competir em Baku, na disputa dos conjuntos. “Hoje, mais do que nunca, somos gratos à CBG por nos dar condições para mantermos dois grupos trabalhando no Centro de Treinamento, em Aracaju. Desta forma, conseguirmos estar aqui para defender nossa bandeira. Nossa equipe multidisciplinar também teve papel decisivo neste processo de recuperação e resiliência do nosso time. Agora é seguir nosso trabalho, evoluindo a cada dia, com foco na conquista da vaga olímpica”.

Maria Eduarda Arakaki, a Duda, é uma das ginastas que mais vibram com a possibilidade de mostrar o que foi treinado. “É uma sensação de alívio e realização! É muito bom poder voltar a competir, trabalhamos muito para isso. ‘Reestrear’, depois de todo esse tempo, e sentir o friozinho na barriga, mostrando o nosso melhor, será muito bom”.

Segundo a capitã, o conjunto promete. “As séries estão lindas: coreografia incrível, colaborações bem elaboradas. Foi muito trabalho e valeu a pena, nossa evolução é visível. A cada dia estamos crescendo mais. Depois vamos para o Pan-Americano atrás dessa vaga, nosso principal foco. Vamos seguir trabalhando para chegar lá e fazer as melhores séries que possamos realizar”.

Deborah Medrado, uma das ginastas que estão entrando na condição de titular, revela que a Seleção está fazendo um grande esforço para se afirmar entre as melhores do mundo. “Tentamos aprimorar cada vez mais as séries, aumentando a nota de partida! Os conjuntos estão com notas cada vez mais altas, então não podemos ficar para trás!”

 Como é frequente no esporte, Deborah teve que se superar para chegar a este momento. “Além da pandemia, que vem prejudicando e preocupando todos nós, fiz uma cirurgia nos pés e a reabilitação foi mais lenta do que o esperado. Porém, não desisti... Pelo contrário, busquei evoluir a cada dia para chegar no melhor da minha performance. Nosso papel é esse: ajudar o grupo e representar muito bem o Brasil!”.

Enquanto isso, Natália Gaudio e Bárbara Domingos, nossas representantes nas disputas individuais, continuam procurando aprimorar suas séries, com o mesmo objetivo: a disputa por uma vaga olímpica, no Rio.

Natália, melhor ginasta do continente nas duas primeiras etapas da Copa, em Sófia e Tashkent, logo atrás das norte-americanas, vai lutar para se conservar no topo. “Meu objetivo é me manter entre as melhores das Américas, atrás das ginastas dos Estados Unidos, que já têm vaga olímpica e não vão disputar classificação no Rio. Estou muito feliz por ter conseguido manter essa posição nas duas primeiras etapas da Copa do Mundo, mas sei também que preciso continuar trabalhando muito para continuar nessa condição. Principalmente no Pan do Rio, que é o que vai valer”.

Já Bárbara Domingos vem em evolução constante, depois de um longo tempo de afastamento das competições, e aposta alto em seu trabalho. “Venho crescendo nas competições. Em Baku não será diferente. Meu foco, desde o início do ano, está todo no Campeonato Pan-Americano. As etapas da Copa são só o começo dessa caminhada”.

 

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