Exatamente um ano depois da primeira conquista olímpica de Rebeca Andrade, CBG lança o minidocumentário 'Por Trás das Medalhas'

29.07.2022  |    210 visualizações

Produção revive as façanhas da campeã com nível de detalhamento inédito

Da Redação (SP) - Obcecado por ginástica desde os seus 12 anos de idade, quando se empolgou com a conquista do título mundial de Daiane dos Santos, o jornalista e publicitário André Dias Ferreira teve uma ideia simples, mas que deu origem a um verdadeiro presente para todos os fãs do esporte: contar a história de consagração de Rebeca Andrade na Olimpíada de Tóquio. Seria Rebeca por ela mesma: Rebeca falando sobre Rebeca, mas com um nível de detalhes e conteúdo voltados especialmente a torcedores que já têm alguma familiaridade com o universo da modalidade. Daí nasceu o minidocumentário “Por trás das medalhas”, cujo primeiro episódio está sendo lançado nesta sexta-feira (29) pela Confederação Brasileira de Ginástica, exatamente um ano após a primeira conquista da ginasta nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a prata no individual geral. 

“Acompanho a Rebeca desde as suas competições de base, porque ela já era uma juvenil de talento impressionante. Sempre achei que sua história renderia um livro, um filme, algo que eternizasse uma história de muita luta, de muita superação. Na semana em que ela ia estrear na Olimpíada, eu dizia a mim mesmo que, se ela conseguisse ser finalista dos Jogos, alguém teria que documentar, contar essa história. Quando vi que ela foi, decidi fazer eu mesmo, porque sou fã dela, conheço a história dela e entendo de ginástica”, diz André, responsável pelas redes sociais da CBG desde 2018 e árbitro credenciado para atuar em competições nacionais de Ginástica Artística Feminina.

O conteúdo, é claro, foi aprovado pela campeã olímpica. “O lançamento desse vídeo vai ser bem legal. O pessoal sempre quer saber da nossa vida, da nossa rotina, e isso vai ser ótimo para eles entenderem, a partir do meu ponto de vista, do meu treinador e de todas as pessoas que estão junto da gente como conseguimos atingir nosso objetivo”, disse Rebeca.

E o que faz do minidoc um conteúdo imperdível para quem ama ginástica? “A gente dialoga com quem já entende um pouco do esporte. Nosso conteúdo é mais aprofundado, ginasticamente falando. Então ela dá detalhes sobre o salto que ela estreou justamente na Olimpíada, o Cheng. Tem um episódio em que eu boto ela e seu treinador (Francisco Porath Neto) para assistir às finais junto comigo, e eles comentam cada série. Revisitar esses momentos foi muito gratificante. O que a gente proporciona, entre outras coisas, é um olhar de bastidores mais aprofundado”, explica Ferreira.

O primeiro episódio é voltado para a conquista da vaga olímpica no Campeonato Pan-Americano do Rio. Em plena pandemia, Rebeca plantou a semente de sua consagração definitiva numa Arena Carioca vazia. Nem mesmo a premiação seguiu o trâmite costumeiro: ela subiu ao pódio e não recebeu a medalha de campeã continental no individual geral de ninguém: tirou o ouro do bolso e simplesmente o pendurou no pescoço. Uma competição cheia de particularidades, mas decisiva. 

“No Pan eu simplesmente estava pensando em fazer a minha parte, cumprir o que tinha preparado até chegar lá. O fato de eu ter mantido a tranquilidade se deve ao trabalho que faço com minha psicóloga desde os meus 13 anos de idade para chegar àquele estado em que sabia que estava pronta, e que só precisava respirar fundo e mostrar o que tinha para mostrar”.

Um dos pontos mais marcantes do episódio foi a luta para Rebeca se segurar na trave depois de um desequilíbrio. “Foi Deus que me segurou. Não sei como explicar como consegui ficar em cima da trave, mas fiquei. Foi um ponto importante para mim, que me faz chegar ainda mais firme no solo, mais concentrada e mais focada para conquistar a vaga olímpica”.

Com imagens captadas por Lucas Marshall e edição de Kaik Afonso, “Por Trás das Medalhas” é um passaporte para se voltar no tempo e curtir, com mais conhecimento de causa, um momento definidor da Ginástica Artística Brasileira. “É um registro muito importante, que vai ficar para a história. É a primeira medalhista olímpica e a primeira campeã olímpica da história da nossa Ginástica Artística Feminina contando essa saga com um nível de detalhes inédito. Isso é ouro”, resume Ferreira, o diretor e roteirista da produção. 

 

 

  

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