Treinadores brasileiros recebem brevet de árbitros internacionais da FIG

04.05.2022  |    60 visualizações

Estudo constante dos códigos de arbitragem é cada vez mais importante na ginástica

Da Redação (SP) - Além dos avanços mais visíveis da Ginástica Brasileira, têm ocorrido vitórias importantes fora do alcance da visão do grande público. Recentemente, foram aprovados, nos Cursos Internacionais de Arbitragem da FIG (Federação Internacional de Ginástica) quatro árbitros ligados às Seleções Brasileiras: Cristiano Albino e Ricardo Yokoyama, da Ginástica Artística Masculina; Camila Ferezin, da Seleção Brasileira Adulta de Ginástica Rítmica, e Juliana Coradine, da Seleção Juvenil de GR.

Robson Caballero, Coordenador Técnico de Ginástica Artística Masculina da CBG, explica a importância do estudo da arbitragem para os treinadores do esporte. “A ginástica tem uma característica que a diferencia de outros esportes. As regras são muito específicas, e seu conhecimento é fundamental para a montagem das séries, o que leva os treinadores a estudarem os códigos. Por isso, na ginástica, praticamente todos os treinadores são árbitros, seja de nível nacional ou internacional”.

Como os códigos de arbitragem são atualizados a cada ciclo olímpico, os treinadores costumam estudar com afinco no início de cada um desses períodos, para que possam renovar o brevet internacional, o documento que os identifica como árbitros do mais alto nível.

O interesse por essa formação, no mais alto grau, tem crescido nos últimos anos, o que fez o número de árbitros internacionais da Ginástica Artística Masculina do Brasil saltar de 18 para 28, segundo Caballero.

Coordenadora Técnica de Ginástica Rítmica da CBG, Márcia Aversani enfatiza que o conhecimento das regras é muito valorizado também em sua modalidade. “Os treinadores precisam saber como seus ginastas serão avaliados, até para poderem montar as séries de seus atletas da maneira mais eficiente possível. Esse investimento que nossas treinadoras têm feito no conhecimento das regras reforça a qualidade desses profissionais”.

A Coordenadora Técnica da Ginástica Artística Feminina, Adriana Alves, também foi recentemente aprovada no Curso Internacional de Arbitragem da FIG. “Os códigos passam por mudanças e atualizações periodicamente para que a ginástica siga evoluindo, para que determinados movimentos, realizados muitas vezes, não se tornem repetitivos. Isso é importante para que o nosso esporte não se torne monótono e estagnado”.

Adriana dá mais detalhes sobre a importância do estudo em arbitragem. “Conhecendo as regras, eu posso trocar uma acrobacia, que exigiria um gasto energético muito importante da minha ginasta, por um movimento de dança, que poderá render pontuação igual com um gasto de energia bem menor. Isso significa utilizar a regra a seu favor”.

A árbitra internacional explica ainda que esse conhecimento é valioso também durante as competições. “Um treinador com brevet de arbitragem tem mais facilidade para ingressar com um recurso quando entende que determinado movimento foi injustamente não validado numa competição. Com um recurso desses, esse treinador pode ganhar dois décimos na nota, algo que pode ser determinante numa disputa”.

 

  

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